D&D Next: O Papel das Perícias por Rodney Thompson



Mais uma excelente matéria feita pela equipe do novo Dungeons & Dragons. Agora é a vez das perícias:
Tudo bem, eu quero falar com você sobre as Perícias. Perícias têm sua origem nas proficiências de 1E/2E e as habilidades baseadas em porcentagem dos ladinos. Na 3ª Edição, um sistema de perícias baseado em pontos gastos e aumento dos níveis dava acesso universal às perícias para todas as classes e a 4ª Edição continuou com o conceito, fazendo algumas mudanças para simplificar, com uma escolha binária treinado/não treinado e uma lista de perícias menor e mais simplificada.
Aqui está o desafio com as perícias: na 3ª e 4ª Edições, são perícias servem para duas coisas: primeiro, elas servem como um ponto de customização para os jogadores. Os jogadores podem dizer: "Eu sou bom em uma coisa," e escrever essa coisa em suas fichas de personagem. Eles querem que a sua escolha de perícias diga algo sobre seus personagens: quem são e que tipos de coisas que eles fazem. Eles também querem que a sua escolha de personalização reflita na sua competência geral. Perícias são importantes porque elas permitem a diferenciação entre dois personagens da mesma classe, e elas ajudam a definir um personagem na mente do jogador.
Perícias também trazem uma grande ajuda ao mestre: resolução de jogo. Na 3ª e 4ª edições especialmente, uma perícia é como você faz alguma coisa, a principal maneira de você interagir com o mundo do jogo, e todas as regras para fazer uma tarefa estão relacionadas à alguma coisa está nestas perícias.
Para a próxima edição do jogo, no entanto, estamos olhando como retornar ao teste de habilidade como o principal meio de interação com o mundo do jogo, que serve para atingir três objetivos principais. Primeiro, torna a improvisação mais fácil (e encoraja os jogadores a participar na improvisação), colocando as tarefas em segmentos mais amplos ao invés de perícias estreitas. Em segundo lugar, aumenta a capacidade dos jogadores para participar de uma variedade de atividades, quando não limitadas por suas escolhas de perícias. Em terceiro lugar, nos permite falar em uma língua que todos os jogadores de D&D em todas as edições entendam (isto é, a linguagem de valores de habilidade, cujo significado se traduz em qualquer edição). Estes testes de habilidade irão substituir grande parte do sistema de resolução com base nas perícias das duas últimas edições, tornando as perícias mais relevantes no jogo, tanto como os meios pelos quais você personalizará seu personagem como um mecanismo que refletirá a sua competência como um aumento resultante de sua personalização.
Então, é claro, temos a questão da granularidade. Quantas perícias devem haver no jogo? E como finalmente os jogadores precisam de ajustar o nível de competência de um personagem estas perícias? (Em outras palavras, será a dicotomia treinado/não treinado ou são pontos de perícia?) Estas são perguntas abertas que fazemos para você. Quantas perícias você prefere ver em uma lista e como você quer ajustar o nível delas?(Escolha um).

2 comentários: (+add yours?)

Filipe Dias disse...

As pericias são interessantes por ajudarem a customizar os personagens. Vampiro, GURPS e SR fazem bem o uso delas. Entretanto, tendem a engessar os jogadores. Se tem a pericia, eles fazem a proeza. se não tenho, eles nem tentam por medo da falha.

Darkolme disse...

O problema maior das perícias a partir da 3ª edição é que elas se tornaram muito mecanizadas, tornando os personagens e mestres dependentes delas. Este retrocesso é bem visto por mim!

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