D&D Next: Imaginação, Grid ou um Meio-Termo por Bruce Cordell

Mais uma matéria sobre o novo Dungeons & Dragons, agora com Bruce Cordell perguntando a melhor forma de organizar um combate:





Quando eu comecei a jogar Dungeons & Dragons há tantos anos, lutas com monstros eram inteiramente jogadas no Teatro da Mente (Theater of the Mind no original). A luta típica era algo assim:
Eu: "Eu escuto na porta."
DM: "Tudo está quieto."
Eu: "Ótimo. Eu vou empurrá-la, com a espada em punho."
JD: "O meu mago está bem atrás de Bruce!"
DM: "O quarto tem a forma de L com 20 metros de largura. Alguns lixos encontra-se espalhados por ele e... há um baú de madeira virado, com parte quebrada. As moedas são visíveis através da tampa rachada."
Eu: "Nós entramos, prontos para uma armadilha. Ninguém deixa tesouro chamar demais nossa atenção. "
DM: "Nada acontece."
Eu: "Ótimo. Eu chuto o baú com minha bota. "
DM: "A tampa sai completamente. As moedas de ouro se derramam por toda parte!"
Eu: "Bem, acho que não devemos olhar um cavalo dado"
DM: "Do canto da sala surgem quatro orcs! Eles gritam em uníssono: Moradores da superfície! Matem-nos! Cortem-nos em picadinhos! eles gritam. Os dois primeiros pegam você de surpresa e atacam [Os dados do DM são rolados] Um errou. Um rola um 17 e causa 5 pontos de dano! Os outros dois vão contornar você e o mago."
Eu: "Pelas barbas emaranhadas de Moradin! Eu ataco o mais próximo [Eu rolo os dados.] Um 18!"
DM: "Você acertou. Quanto de dano?"
Eu: "Seis de dano"
DM: "Isso é o suficiente. Você cortou o orc pela metade. "
[A luta continua até que todos os quatro orcs são mortos, e o pobre mago está atrás de mim inconsciente]
Com o tempo, nossas lutas de D&D se tornaram mais complexas, talvez com mais de um tipo de monstros e com monstros dispostos em diferentes áreas através de um local maior. Nesses casos, o DM, às vezes, esboçava a batalha em um pedaço de papel de rascunho e atualizava de acordo com o avanço da luta.
Claro que, como assinantes da revista Dragon, estávamos bem cientes de todas as miniaturas surpreendentes que outras pessoas tinham pintado e usado em seus jogos. Eventualmente, nós reunimos miniaturas suficientes (ou, na falta deste ou de outro, um quadrado de papel com um nome e uma seta marcada sobre ele) para rastrear a posição sobre a mesa, em vez de usar os rascunhos.
E assim foi...
Com o lançamento da 3ª Edição de D&D, as miniaturas tornaram-se uma parte importante da experiência do jogo de D&D. Esta experiência só foi solidificada na 4 ª Edição, onde cada luta ocorreria em um grid de batalha, e onde todos os espaços em que um personagem pode mover-se eram marcados e todo o tipo de ação que um personagem poderia tomar era importante na determinação do sucesso ou fracasso em uma luta. 
Cada um desses métodos tem seus prós e contras, mais do que eu posso listar aqui (o que não significa que isto não é importante ou sou contrário a fazê-lo, só que eu tenho espaço limitado). Mas aqui está uma visão geral sobre o assunto:
O Teatro da Mente é rápido! Brigas acontecem rapidamente, e os aventureiros se move de forma estável através da aventura, explorando muitas salas, tendo vários encontros com NPCs e concluindo muito mais lutas do que um jogo de D&D que se baseia exclusivamente em combates com base em encontros táticos. A desvantagem é que Teatro da Mente pode ser confuso, e às vezes os jogadores e DM têm opiniões diferentes sobre as posições de todos os envolvidos, o que não é ideal.
Esboçar as posições dos combatentes em papel (ou um quadro branco) tem a vantagem de ser bastante rápido, dando aos jogadores uma idéia razoável de quem está onde e como o ambiente se parece.
Usando minis para rastrear posição geral permite que os jogadores tanto se identifiquem com uma mini de seu próprio personagem como tenham uma melhor noção tridimensional do ambiente em que está seu personagem.
Finalmente, usando regras para táticas precisas e um grid bem elaborado dá aos personagens uma compreensão exata de onde estão seus personagens, onde cada monstro e perigos existentes no ambiente estão e como seus movimentos e habilidades especiais irão interagir. Claro, lutas táticas em um grid demoram muito mais tempo do que lutas usando o Teatro da Mente, e quando todos os conflitos são transferidos para o grid, uma noite de jogo pode durar somente o suficiente para resolver um único combate antes do tempo acabar.
Essa é a visão geral. Mas aqui está a pergunta: é importante que todas as lutas em uma mesa de D&D usem exatamente o mesmo formato para cada encontro? Ou devemos fazer com que as regras do jogo incentivem o DM a definir se um encontro particular deve ser resolvido com o método mais adequado para resolvê-lo, seja o Teatro da Mente, a grid tático e suas respectivas regras, ou um pontos entre os dois?

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