A Saga da Heresia de Horus - Romances épicos no universo de Warhammer 40k

A traição de Horus, Mestre da Guerra (Warmaster) e líder da Grande Crusada é um evento que marca o fim de uma Era para a Humanidade. Como acabei de ler o segundo livro da série que contará esses grandes eventos em detalhes, aproveitarei a empolgação para oferecer a vocês uma pequena resenha.

Horus Rising - Ascensão de Horus - O primeiro livro

O conceituado escritor Dan Abnett abre a saga magistralmente. Neste volume, vemos Horus como um líder carismático, humilde, justo e inigualável em batalha. Seu ímpeto como Mestre da Guerra nesta Grande Crusada é movido pelo desejo sincero de unir os ramos perdidos da Humanidade sob a luz do Imperium. Dez mil anos antes do período atual em que se encontra o cenário, vemos a humanidade numa época que seria lembrada eternamente como seu auge. Aqui, não existem deuses, mas apenas a ciência. Os Astartes, guerreiros perfeitos movidos pelo desejo de combater, percebem a guerra como única solução para os momentos em que a política falha e o conflito com outros humanos é visto como um mal que às vezes se faz necessário.

Em seu caminho, o Imperium se depara com civilizações inimagináveis. Um império de sete planetas cuja capital os habitantes chamam errôneamente de planeta Terra. Uma civilização humana que abraçou a impureza se misturando a outros alienígenas, mas evoluiu de maneira incontestável. Uma raça reptiliana que superou a guerra, resolvendo seus conflitos em combates cerimoniais. Todos estes são crimes inaceitáveis dentro da lógica do Imperador nesta cruzada: assimilar e trazer para a luz do Imperium todos humanos da galáxia ao mesmo tempo em que erradicar os xenos encontrados no caminho. A única certeza que move Horus é a "verdade imperial: não existem deuses, apenas a sabedoria pode salvar o Homem". Contudo, vemos como Horus, começa a questionar a vontade do Imperador e os rumos de seu governo.

É delicioso perceber que o livro vai muito além de uma história de ficção ou fantasia. Em suas páginas encontramos reflexões sobre a passagem do tempo, a condição humana e seus limites. Por vezes, suas conclusões são trágicas e fatalistas - não importa o quanto você se esforce, o Caos triunfará antes do fim. Mesmo assim, devemos dedicar todo intelecto, bilhões de vidas e incontáveis planetas no esforço humano de trazer Ordem ao Universo.

Embora o fracasso seja inevitável, o Império do Homem está preparado para enfrentá-lo:

"Exceto por toda tecnologia marcial, ao inimigo falta uma qualidade essencial, e esta qualidade está dentro de cada power armor Mark IV: a carne e sangue geneticamente aprimorada dos Astartes Imperiais. Modificados, refinados, pós-humanos, os Astartes são superiores a tudo que eles encontraram e encontrarão. Nenhuma força de combate da galáxia pode jamais ter esperança em ser pária para as Legiões, a menos que as estrelas se apaguem, a loucura reine e um senso caótico vire tudo de pernas para o ar. Como Sedirae uma vez disse: 'A única coisa que pode abater um Astartes é outro Astartes', e todos riram disso. O impossível não é algo a ser temido."

Mas o que aconteceria se o impossível se tornasse real?

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No próximo post: "Falsos Deuses" - o segundo livro da série.




1 comentários: (+add yours?)

André A. de Oliveira disse...

Ótimo review. Rápido e interessante =)

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