Garous x Ferals.

Quando a White Wolf lançou "Vampiro: a Máscara" a mais de 20 anos atrás foi uma revolução no RPG. Desde o sistema de regras, passando pela ambientação e chegando no horror pessoal, onde cada jogador teria que interpretar não um herói clássico de fantasia medieval, como em AD&D, ou um herói pulp, como em Call of Cthulhu, RPGs de sucesso naquela época, mas um monstro bem conhecidos por todos, um vampiro, o sucesso foi imediato. Muitos jogadores passaram adotar o sistema Storyteller e gastar horas enfrentando as intrigas vampirescas e interpretando um jogo de horror pessoal. Tamanho sucesso fez despertar em todos o desejo de jogar com outro monstro bem conhecido: um lobisomem.

Quando foi lançado Lobisomem, o Apocalipse, muitos correram as lojas para comprar o livro e adicionar mais esta criatura do "Mundo das Trevas", aqui chamados de Garous, em seus jogos. Com uma proposta de Horror Selvagem, Lobisomem foi um sucesso de venda, assim como havia sido Vampiro, a Máscara. O fato de manter a fórmula de sucesso de Vampiro, dividindo os lobisomens em tribos, muitas delas parecidas com tribos indígenas americanas, e criar vários poderes fez com que o jogo caísse no gosto dos jogadores e mestres. Apesar de tudo eu não gostei, talvez por achar que fugia muito da tradição do folclore em torno desta criatura sobrenatural.

Anos mais tarde conheci o cenário de Witchcraft da Eden Studios que possui muitas semelhanças com o "Mundo das Trevas". Voltado para os Gifteds, pessoas com poderes sobrenaturais capazes de alterar a realidade através de magia, poderes psiônicos, necromânticos ou com a fé, a ambientação e o sistema de regras, chamado Unisystem, me agradou em cheio e passei a jogar quase que exclusivamente este cenário.

Um dos suplementos deste RPG, chamado "Abomination Codex", trazia regras para se jogar também com os Ferals, pessoas amaldiçoadas com licantropia e que em noites de lua cheia se transformam em animais selvagens. Estes Ferals traziam algo que não encontrei nos Garous: a maldição, a aflição de ter licantropia e o desejo de matar! Não parecia ser agradável ser um Feral, diferente dos Garous que pareciam ser beneficiados por serem lobisomens. Podiam se transformar quando quisessem, tinham controle quando transformados, cheios de poderes, etc.
Como gosto de compartilhar as experiências que tenho no RPG com outros mestres e jogadores, fiz um resumo da história dos Ferals e coloco aqui a disposição para que possam introduzir em seus jogos/cenários caso queiram jogar como um lobisomem realmente amaldiçoado. Basta clicar no link abaixo para fazer o download do resumo. Procurei não destacar regras neste resumo para que os Ferals possam ser usados em qualquer RPG. Em outra oportunidade darei algumas dicas para aventuras com os Ferals e escreverei também sobre os Vampiros de Witchcraft.

A história dos Ferals.

3 comentários: (+add yours?)

Lord Anderson disse...

Opa, valeu.

Sempre gosto de ver nossas ideias e versões pra RPG.

Ja baixando.

Huan Icaro Piran disse...

Particularmente não conhecia, irei me manter atento a isso a partir desse momento xD

André Cruz disse...

O livro básico de witchcraft pode ser baixado de graça em pdf no site www.drivethrurpg.com.

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